Uma rede de supermercados da Alemanha e agora também a rede Carrefour no Brasil,  causaram a maior polêmica na internet durante a última semana. Tudo porque começaram a vender bananas  e mexericas descascadas em bandejas e potes de plástico.
A polêmica começou quando publicaram uma foto do produto na página do Facebook da empresa. Logo, vários usuários bombardearam a página com mensagens de repúdio e ameaçaram um boicote contra a rede. Uma delas disse que a venda de bananas descascadas em embalagem plástica é o símbolo máximo de uma sociedade descartável. Um porta-voz do Greenpeace na Áustria disse que vender bananas descascadas em embalagem prejudicial ao meio ambiente é uma loucura hoje em dia.

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A empresa alemã, se justificou dizendo que, por outro lado, quem compra fruta descascada com o valor agregado da embalagem e do trabalho do descascador, contribui mais para gerar emprego e renda, afastando qualquer discussão sobre a utilização de embalagem, já que a fruta foi gerada na natureza com uma própria.
Por enquanto, essa forma de venda ainda está sendo testada nos mercados e poucas empresas estão adotando, porém, não existe dúvida de que com a excelente aceitação a prática irá se massificar.
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Não é o caso de analisar neste momento se isso é por conveniência ou preguiça.
O uso de embalagens plásticas descartáveis vem crescendo em todo o mundo, juntamente com o problema ambiental gerado por seu descarte inapropriado.
Hoje, um terço do lixo doméstico é composto por embalagens. Cerca de 80% das embalagens são descartadas após serem usadas apenas uma vez! Como nem todas seguem para reciclagem, este volume ajuda a superlotar os aterros e lixões, exigindo novas áreas para depositarmos o lixo que geramos.
Por enquanto as pessoas estão reclamando das bananas e mexericas, mas outras frutas estão sendo largamente comercializadas de diversas formas, descascadas, picadas, misturadas, prontas para o consumo.
Para tal paga-se um preço mais caro e ainda, além do problema das embalagens, existe o dilema da perda de nutrientes, até agora não analisado.

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