O velho teixo de Pontedeume, em La Coruña, na Espanha, teve seu tempo glorioso. Ele ainda não está totalmente morto, mas está dividido entre este mundo e o passado.
Há mais de uma década, a sorte deste teixo começou a ser pisoteada, repetidamente, pelas exigências do progresso. Hoje, ele se assemelha a um fantasma de si mesmo.

Viveu anos de glória com uma requintada poda de moldagem, a gosto alta sociedade do início do século XX. Depois, construíram uma gaiola de metal em volta dele para evitar vandalismo, mas que acabou por sufocá-lo.
Calcula-se que o teixo tenha mais de 300 anos, fazia parte dos jardins da casa da familia Tenreiro em 1870. Seu porte gigantesco inspirou os proprietários da terra, que fizeram uma escada no tronco que conduz ao topo, onde uma plataforma foi colocada.

Foram podados quatro andares em forma de aneis, com diâmetros diferentes. Com a Guerra Civil, a família foi destituída de algumas de suas propriedades e deixou o palácio. Mas não foi a ausência da poda e cuidados que iniciou o declínio da árvore e sim a degradação progressiva e desnaturação da beira do estuário a partir dos anos 60.

Em 1995 construíram uma avenida pavimentada, que provavelmente acabou de sufocar as raizes. Hoje resta o esqueleto do chamado Old Glory Yew (velho e glorioso teixo), como um sinal de alerta para os visitantes. Esta árvore é jovem demais para morrer dentro de sua espécie. Mas os teixos, apesar de viverem muito, são extremamente sensíveis a mudanças nas condições ambientais.
O Conselho do Meio Ambiente diz que “os teixos não gostam de grandes aventuras perto deles.”
Muitas vezes, o progresso chega para destruir…

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