A árvore do Tule é um impressionante cipreste Montezuma localizado no centro da cidade de Santa Maria del Tule, no estado mexicano de Oaxaca. Sua idade real é desconhecida, mas estima-se que possua por volta de 2 mil anos. Seu tronco e ramos entrelaçados tomaram diferentes formas formando nódulos lenhosos com o tempo e, com um pouco de imaginação, é possível imaginar rostos de goblins, e figuras de monstros e animais.

Ela é também uma das maiores árvores do mundo, e detém o recorde de ter o mais vasto tronco. A medida da sua circunferência, tal e qual relatada por várias fontes, é de 52 metros. O tronco é tão grande que são necessárias mais de quarenta pessoas para abraçá-la.
É conhecida como Ahuehuete, El Gigante, El Árbol del Tule ou El Sabino del Tule.
Esta espécie costuma crescer em lugares pantanosos. Sua denominação técnica é Taxodium mucronatum, do gênero Taxodium.

A árvore tem mais de 40 metros de altura, tão alta que supera igreja principal da cidade e suas torres. Sua fama é tão grande que ofusca tudo o que a cidade representa. Na verdade, a cidade inteira parece ter sido construída em torno desta particularmente grande árvore de cipreste com o seu mercado de artesanato, igreja e praça, com toda a vida e subsistência girando em torno desta árvore. A cidade celebra todos os anos a famosa árvore Tule com uma festa gigantesca a cada 7 de outubro.

Tradicionalmente, a população de Tule ganhava a vida extraindo e processando cal para a venda na cidade de Oaxaca. No século 20, grande parte da população se tornou agricultor no cultivo de milho, feijão, grão de bico e alfafa. Com a industrialização, a economia de Santa Maria del Tule tornou-se diversificada e a árvore se tornou o centro do turismo para a comunidade. Pelo menos três quartos da população da cidade dependem diretamente da árvore para a sua subsistência.
A cidade de Santa Maria del Tule já foi um lago cercado por pântanos onde existiam muitos ciprestes. Hoje, o lago secou e os pântanos desapareceram. Mais recentemente, o aumento da urbanização e da agricultura irrigada diminuiu o lençol freático, ameaçando a sobrevivência da árvore.
Não há registros históricos nem dados científicos para saber quantos anos um cipreste desta espécie pode viver, mas sabe-se que eles não param de crescer com a idade.  Para evitar que a árvore de Tule tenha o mesmo fim de outro gigante cipreste mexicano chamado El Sargento que não resistiu à seca do solo e à poluição, foi construído um sistema especial de irrigação e uma cerca de ferro à sua volta para protegê-la.

Os ciprestes Montezuma são de uma espécie endêmica do México e desde 1921 são considerados a árvore nacional do país. Nos EUA são chamados de Bald Cypress (Cipreste Calvo) e são encontrados nos pântanos do sul do país.
Embora eles ocorram naturalmente em locais inundados, eles prosperam muito bem no solo normal, mesmo seco. Por outro lado, é uma árvore que sobrevive a longos períodos de inundação. Suas folhas caem no inverno e aparecem tardiamente na primavera. São da família das coníferas e conhecidos também pela denominação de metasequoias e considerados fosseis vivos, por conta da sua longevidade.
Uma curiosidade interessante é que quando um raio atinge um pinheiro, ele queima uma faixa ao longo do tronco para o chão e, geralmente, mata a árvore. Mas quando um cipreste-calvo é atingido por um raio ele explode enviando lascas gigantes em todas as direções; mesmo assim a árvore não morre, em vez disso, brota de volta do tronco danificado.

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