Na natureza, existem muitas maneiras de se proteger de potenciais predadores: um casco protetor, veneno, tamanho ou velocidade, entre outros fatores. Mas talvez nenhuma forma de proteção seja tão astuta como a camuflagem. A camuflagem como forma de proteção se confirma especialmente verdadeira entre os insetos, cuja forma do corpo permite uma impressionante variedade de mimetismo biológico. Alguns desses insetos podem ser indistinguíveis no seu meio, como o Bicho-folha (Phyllium bioculatum), que  possui o corpo todo adaptado para se camuflar entre as folhas.
O termo inseto-folha é a designação comum aos insetos da família dos tetigonídeos, que reúnem espécies que imitam as folhas. O objetivo é sempre se mimetizar para se precaver dos predadores.

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A capacidade do Phyllium bioculatum é absurda. Ele é capaz até de assemelhar para parecer uma folha mordiscada por outro inseto, ou com manchas para se passar por uma folha mais seca. São encontrados na Malásia e ilhas do Oceano Pacífico.

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A ‘folha’ maior é o abdome, bem achatado e com maior largura na lateral. As asas são constituídas por duas ‘folhas’ menores, com nervuras muito nítidas, que são muito maiores nas fêmeas que nos machos.
Mesmo as pernas são camufladas: cada uma das falanges fica encerrada numa placa fina, também em forma de folha, com bordas dentadas. A cor varia do verde-vivo ao marrom. Esses insetos completam sua camuflagem deslocando-se lentamente por entre as folhas das plantas das quais se alimentam. Seus ovos são cônicos. Os filhotes nascem com coloração vermelha e só depois de comerem folhas durante alguns dias é que tomam a cor dos adultos.

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