Três árvores passam pelo para-brisa de um Chrysler Imperial, ano 1937, um dos automóveis que jazem em Old Car City (Cidade do Carro Velho), o maior ferro-velho de carros clássicos do mundo, em White, na Geórgia (EUA). Muitos dos carros do local estão há mais de 30 anos sem serem tirados do lugar, e por isso, árvores crescem por dentro e ao redor dos automóveis.


O ferro-velho fica literalmente dentro da floresta e comporta o número incrível de mais de 4 mil carros clássicos sendo considerado o maior ferro-velho de carros antigos do mundo.


Este lugar durante muito tempo foi mais um de tantos outros que existem na região e que corroem a paisagem de tantos estados americanos. Hoje não é mais um ferro-velho qualquer. Ele é cultuado por colecionadores, fotógrafos, turistas e interessados, que pagam para entrar e também para fotografar.


O ferro velho se transformou num museu ao ar livre depois que seu dono, Walter Dean Lewis, identificou o valor histórico dos clássicos ali encontrados e então parou de vender as partes destes automóveis e se dedicou a dividir seu conhecimento com o público.  Com visão e criatividade, ele criou um inventário informatizado, começou a aderir às normas ambientais mais rígidas e atualmente mantem registros precisos (e preciosos) de tudo. Peças doadas são armazenadas em armazéns e os colecionadores e funileiros buscam ali o que precisam para suas reformas.

Lá, o desmanche é feito atualmente apenas pela deterioração. O lugar funciona desde 1931 e é mantido por uma pequena equipe de 5 pessoas que se revezam para cuidar das coisas. Um deles é cantor de blues e compôs uma musica tema que toca ocasionalmente em seu piano para os visitantes.
Os quase 4200 carros que lá se encontram foram fabricados entre 1918 e 1972 e estão em estágios de deterioração bem variados. Misturados aos pinheiros, carvalhos, musgos e outros tipos de vegetação, criam um cenário surpreendente.


A natureza criou esquemas de cores nos capôs e latarias que seriam difíceis de reproduzir por qualquer artista. Ela funciona como uma escultora ou designer, cobrindo os carros por dentro e por fora. Alguns pinheiros ergueram os carros do chão conforme foram crescendo. Para-brisas foram quebrados e motores arrombados. A natureza vai tomando seu lugar aos poucos de maneiras inusitadas.


O visitante, para conseguir ver tudo, precisará andar 10 km. Calotas e placas com frases inspiradoras foram penduradas nas árvores, e, em alguns dias, pode-se contar com música ao vivo e também visitas noturnas.

“Não chore porque acabou, sorria porque aconteceu”, diz mensagem deixada em uma das árvores.

 

 

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