A árvore de seda (Ceiba speciosa) é uma das várias espécies de árvores conhecidas popularmente como paineira, natural de regiões do Brasil e da Argentina.
A paineira é uma espécie de árvore decídua nativa para as florestas tropicais e subtropicais da América do Sul. Pertence à mesma família que o baobá e a kapok.


É resistente à seca e ao frio moderado. Cresce rápido quando a água é abundante e às vezes atinge mais de 25 metros de altura. Seu tronco é em forma de garrafa, geralmente com um abaulamento em seu terço inferior, medindo até 2 metros de circunferência. O tronco é cravejado de espinhos afiados que impedem os animais selvagens de escalar as árvores. Nas árvores mais jovens, o tronco é verde devido ao seu alto teor de clorofila, o que o torna capaz de realizar a fotossíntese quando as folhas estão ausentes, mas com a idade ele se torna cinza.


A paineira é uma das árvores mais icônicas do Brasil, estendendo-se desde o sudeste até o extremo-sul, ocorrendo também no norte argentino, Paraguai e Bolívia. Trata-se de uma árvore pioneira, que cresce ocasionalmente no interior de matas primárias e mais comumente em matas secundárias, em terrenos alagadiços e encostas.


A floração é abundante e muito bonita, de coloração rósea e se inicia em fins de fevereiro, prenunciando a chegada do outono. Em seguida, começa a queda das folhas, permanecendo desnuda até o fim da primavera, ainda com os frutos expostos, quando começam a retornar as folhas.
Do fruto, ovalado e grande, verde, parecido com um abacate no exterior, extrai-se uma paina (de onde o nome, paineira), material equivalente ao algodão, muito macio e que outrora foi muito utilizado como enchimento de travesseiros e colchões. Sua madeira é leve, muito mole, de pouca serventia para a construção civil, porém adequada a fabricação de utensílios como gamelas, caixotaria e também tamancos.


Menos conhecido é o uso medicinal, do qual fazem referência alguns artigos científicos disponíveis na internet. São usadas as flores e espinhos como diurético e analgésico. Há também referências do uso da casca para aliviar hérnias e ínguas.
Assim como o Garapuvu (Schizolobium parahyba), faz-se dela canoa de um pau só. Daí uma das possíveis origens de seu nome de gênero Ceiba, que seria o nome dado à Ceiba pentandra, espécie caribenha, utilizada para o mesmo fim pelos índios Taínos. Há uma outra interpretação, no entanto, de que derivaria da palavra indígena cy-yba ou “árvore-mãe”.

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